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  • Ana Quirino

COMO TRABALHAR EQUIDADE RACIAL NA SUA EMPRESA



Trabalhar a equidade racial tem sido um desafio para muitas organizações e, compreendendo que toda empresa tem responsabilidade social com a sociedade, é de extrema importância que se tenha políticas internas, adoção de práticas antirracistas e ações para promover a equidade racial.


Não é do desconhecimento de ninguém os efeitos danosos que a nossa história tem diante da desigualdade racial em diversos âmbitos da sociedade e, no ambiente de trabalho, não costuma ser muito diferente.


Quer dados? A gente trouxe!


> De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 54,9% da população brasileira é autodeclarada negra e parda.


> Uma pesquisa publicada em 2016 pelo Instituto Ethos, demonstrou que os negros ocupam apenas 6,3% dos cargos de gerência e 4,7% do quadro executivo das 500 maiores empresas do Brasil.


> A mesma pesquisa demonstrou que a maioria das empresas não possuem ações para incentivar a contratação de pessoas negras e quando têm são pontuais e não políticas organizacionais.


O primeiro passo para trabalhar a discriminação racial em uma organização é uma análise do cenário interno: avaliar a presença de grupos minoritários no seu quadro de pessoas; se há aspectos da cultura organizacional impactando; se a política institucional está sendo devidamente aplicada e seguida; se algum processo da organização reforça a discriminação.


Feito essa análise, separamos algumas ações iniciais para começar a galgar uma equidade racial (lembrando que é um trabalho complexo, delicado e de muita responsabilidade).


> Vagas afirmativas – Uma recém polêmica do LinkedIn (volte x posts para se atualizar) mas que com muita luta foi liberada na plataforma e promete bons resultados. Quando uma vaga é direcionada para um grupo específico de pessoas, as chances de identificação e aplicação para as vagas aumentam.


> Avaliação da forma de recrutar – Se na sua organização só trabalham pessoas formadas em uma faculdade específica ou que moram em uma localização de mais fácil acesso, é a hora de revisar essas exigências. Pessoas que são de grupos minoritários não possuem as mesmas oportunidades dadas a outros profissionais do mercado. Não ser formar em uma faculdade de primeira linha não irá impedi-la de performar e dar o seu melhor.


> Entrevistas estruturadas - Muitos recrutadores preferem entrevistas não- estruturadas, mas conscientemente ou não, eles podem colocar perguntas que gerem uma avaliação tendenciosa do processo. Por isso, é crucial criar um roteiro a fim de diminuir os vieses inconscientes.


> Planos de carreira personalizados - Para aumentar a diversidade em diferentes cargos é interessante traçar planos de carreira que levem em consideração as dificuldades que enfrentam pessoas de grupos minoritários.


Construir uma cultura de diversidade e inclusão na organização possibilita que você retenha e atraia os melhores talentos.


Cada vez mais os profissionais estão em busca de valores dentro e fora da vida corporativa, por isso empresas que se comprometem em ter responsabilidade social possuem mais vantagens em serem escolhidas por pessoas de alta performance.


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